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Com economia estagnada, RN aposta em Política Industrial e hidrogênio verde

  • Foto do escritor: Na Voz do Interior
    Na Voz do Interior
  • 21 de ago. de 2025
  • 3 min de leitura

Com uma economia que cresce em ritmo modesto há mais de duas décadas, o Estado investe em políticas públicas voltadas ao setor industrial e à energia limpa


O Governo do Rio Grande do Norte RN tem apostado em estratégias como a Política Industrial, o Proedi (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial) e a regulação para a produção de hidrogênio verde para melhorar a economia do estado, em um contexto de estagnação econômica. Entre 2002 e 2022, o Produto Interno Bruto (PIB) potiguar avançou, em média, apenas 1,9% ao ano, uma das menores taxas do Nordeste.


O Governo do Estado, junto à Federação das Indústrias do RN (Fiern), formalizou, no início do mês, o projeto de lei que institui a Política Industrial do RN. A nova política industrial, segundo a governadora Fátima Bezerra (PT), representa um marco. “Estamos dando um passo histórico ao propor uma legislação que fortalece a indústria potiguar e garante segurança jurídica, estabilidade e planejamento de longo prazo, em sintonia com a Nova Indústria Brasil”, afirmou.


Com economia estagnada, RN aposta em Política Industrial e hidrogênio verde - Foto: Raiane Miranda / Assecom
Com economia estagnada, RN aposta em Política Industrial e hidrogênio verde - Foto: Raiane Miranda / Assecom

O projeto prevê a criação do Plano Industrial Potiguar, com vigência de 10 anos, e ações de incentivo à inovação, competitividade e interiorização da indústria. “O foco é a diversificação da economia e o fortalecimento das cadeias produtivas regionais, adequando-se às vocações e necessidades específicas dos municípios potiguares”, reforçou a chefe do executivo estadual. A proposta foi elaborada com envolvimento do setor produtivo e do poder público.


Proedi na geração de empregos


Enquanto a economia estadual se mantém concentrada em setores de menor valor agregado, como comércio e serviços, programas como o Proedi têm papel central na sustentação da atividade industrial. De acordo com a 1ª edição do Boletim Proedi, publicado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico em setembro de 2024, empresas beneficiadas pelo programa respondem por 56% dos empregos da indústria no RN — são mais de 46 mil vagas formais, em um universo de cerca de 83 mil.


Ao menos 295 empresas participam do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial, quase três vezes mais do que em 2019, ano de criação do Proedi. “Esse número refletia o início da implementação de um regime de incentivos fiscais voltado para o fortalecimento da indústria local”, aponta o boletim.


Hidrogênio Verde


Outra aposta do Estado é a energia limpa. O Rio Grande do Norte tornou-se o primeiro estado brasileiro a regulamentar a produção e o investimento em hidrogênio verde, com a sanção do Marco Legal do Hidrogênio Verde e da Indústria Verde. A nova legislação estabelece diretrizes para atrair investimentos e acelerar a transição energética, com incentivos fiscais, agilidade no licenciamento e articulação com organismos internacionais.


“Hidrogênio verde é um vetor estratégico na descarbonização da indústria e do transporte. Ao estabelecer esse marco legal, o RN se posiciona como protagonista nesse novo cenário energético”, avalia a governadora. O projeto integra o plano do Porto-Indústria Verde, estimado em R$ 5,6 bilhões, que pretende transformar o Estado em hub logístico e energético do Nordeste.


Especialistas apontam entraves históricos


Apesar das iniciativas recentes, especialistas ouvidos pelo AGORA RN avaliaram que o RN enfrenta desafios estruturais para retomar o crescimento. O economista Robespierre do O’Procópio observou que o Estado “cresceu menos que Ceará e Piauí porque ficou preso a atividades que geram pouco efeito em cadeia”.


Ele destacou que setores como o petróleo e a energia eólica avançaram sem induzir o desenvolvimento local. “Aqui ficam montagem e manutenção, enquanto a fabricação ocorre fora”, resumiu.Segundo ele, a limitação logística, o baixo investimento público e a descontinuidade de projetos estratégicos contribuíram para o cenário de estagnação. “Projetos como a ZPE foram cancelados, outros não viram obra, e o RN Sustentável teve impacto abaixo do potencial por entraves de execução e governança”, afirmou.


Roberto Serquiz, presidente da Fiern, citou pesquisas do Observatório da Indústria MaisRN e afirmou “que o desenvolvimento se perfaz a partir de três pilares: Estado eficiente, investimento em infraestrutura logística e educação de qualidade. Nos últimos 20 anos esses três pilares evoluíram muito pouco”.Com a consolidação de uma política industrial legalmente respaldada e o pioneirismo na regulamentação do hidrogênio verde, o Rio Grande do Norte tenta quebrar um ciclo histórico de baixo crescimento e dependência de setores de baixa produtividade.Ainda assim, o estado mantém, há mais de 20 anos, 0,9% de participação no PIB nacional, enquanto vizinhos como Piauí e Maranhão cresceram quase o dobro. A economia potiguar concentra-se majoritariamente em comércio e serviços, setores de menor valor agregado; a indústria e a agropecuária permanecem limitadas.


agorarn

21/08/2025


 
 
 

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