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Inflação desacelera em junho: saiba quais produtos ficaram mais baratos

  • Foto do escritor: Na Voz do Interior
    Na Voz do Interior
  • 26 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

A prévia da inflação de junho ficou em 0,26%, segundo o IPCA-15 divulgado nesta quarta-feira (26) pelo IBGE. O índice recuou em relação ao mês anterior, quando registrou 0,36%, e refletiu principalmente as quedas nos preços de alimentos e combustíveis.

Pela primeira vez após nove meses seguidos de alta, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação negativa de -0,02%. | Foto: Magnus Nascimento
Pela primeira vez após nove meses seguidos de alta, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação negativa de -0,02%. | Foto: Magnus Nascimento

Pela primeira vez após nove meses seguidos de alta, o grupo Alimentação e bebidas apresentou variação negativa de -0,02%. A queda nos preços da alimentação no domicílio foi puxada por itens como tomate (-7,24%), ovo de galinha (-6,95%) e arroz (-3,44%).


Já no grupo Transportes, os combustíveis recuaram 0,69%, com destaque para o óleo diesel (-1,74%), etanol (-1,66%), gasolina (-0,52%) e gás veicular (-0,33%).


Apesar do alívio, outros grupos continuam pressionando a inflação. O maior impacto veio de Habitação (1,08%), influenciado pela alta da energia elétrica residencial (3,29%), resultado da mudança para a bandeira tarifária vermelha, com cobrança extra de R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos. Também pesaram os reajustes regionais em cidades como Belo Horizonte, Recife, Salvador e Fortaleza.


O grupo Vestuário também subiu 0,51%, puxado por roupas femininas (0,66%) e calçados (0,49%). Já em Saúde e cuidados pessoais, o plano de saúde teve alta de 0,57%.


No acumulado do ano, o IPCA-E — versão trimestral do IPCA-15 — atingiu 1,05%, praticamente o mesmo patamar registrado no mesmo período de 2024. Nos últimos 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 está em 5,27%, abaixo dos 5,40% do período imediatamente anterior.


🌍 Destaques regionais


A maior alta foi registrada no Recife (0,66%), influenciada pelos aumentos na energia elétrica e na gasolina. Em contrapartida, Porto Alegre teve deflação de -0,10%, graças à queda acentuada nos preços do tomate (-10,04%) e da gasolina (-2,87%).


trubunadonorte

26/06/2025


 
 
 

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